Ludmilla planeja gravidez compartilhada com Brunna Gonçalves

Casadas desde 2019, as duas renovaram os votos em viagem para Curaçao, ilha do Caribe

A funkeira fez um balança sobre visibilidade, carreira e autoaceitação.
A funkeira fez um balança sobre visibilidade, carreira e autoaceitação. - Montagem/FC/Instagram

por Caroline Ferreira
Publicado em 21/06/2021 às 10:46
Atualizado às 10:46

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No mês em que o mundo celebra o Orgulho LGBTQIA+, Ludmilla contou em entrevista à revista Vogue que está planejando - ainda sem data definida - uma gravidez compartilhada (um óvulo da cantora no útero da parceira) com Bruuna Gonçalves, sua esposa.

Em recente viagem para Curaçao, ilha do Caribe, as duas renovaram os votos do casamento e estão decididas a aumentar a família. "Só queremos viver a nossa escolha, o nosso amor e ser felizes", disse a funkeira.

A artista abriu o coração ao falar sobre a luta em ser uma represante da comunidade bissexual, carreira e exposição. "A minha verdade [me orgulha]. Nunca fingi nada, sou fiel a mim, assim como à minha arte. Tudo o que vocês me viram fazer até hoje, saibam que sempre foi porque eu acreditava que era bom, que o público ia gostar", comenta. 

Em constante evolução e aprendizado, Lud também acredita que seus posicionamentos, voz e visibilidade também somam na causa LGBTQIA+. "Acredito que uso muito mais com minhas ações como, por exemplo, quando beijo a minha mulher ao vivo em rede nacional, em uma das maiores audiências da televisão brasileira. Mas, além disso, sempre falo que precisamos fazer o máximo que pudermos para sermos felizes. Não é fácil ser uma das letras dessa sigla, mas precisamos lutar por respeito, porque somos seres humanos como qualquer outro, que exercem seus deveres, pagam seus impostos, respeitam o próximo, e ponto", iniciou.

"O meu maior facilitador primeiramente é o fato de eu ser uma pessoa independente. Imagina quem não é [independente] e que ainda tem uma família que não aceita [sua orientação sexual]? Aí o buraco é mais embaixo. Então sempre incentivo que, primeiro, precisamos ser felizes e, em seguida, que devemos batalhar pela nossa independência. Isso não substitui o afeto, que tenho certeza de que todos gostariam de ter da própria família, mas dá mais segurança. Sobre a fama, acho que se não fosse uma artista conhecida, as coisas seriam bem diferentes. Tenho todas as características de alvo: mulher, preta, bissexual, periférica, do funk... Mas tudo na vida tem um propósito e espero, de verdade, inspirar pessoas que ainda não se sentem confortáveis em compartilhar sobre a própria orientação com a família, ou inspirar um pai/mãe a se sensibilizar com minha história, que também pode ser a do filho/a dele, sabe?!", explica. 

Aos 26 anos, a artista finalizou dando um conselho para aqueles que ainda não lidam bem com a autoaceitação. "O mais importante é estar em paz consigo mesmo. Se você não está ferindo nem prejudicando ninguém, vá em busca do seu bem-estar, da sua felicidade. É muito ruim viver fingindo, se escondendo. Tenha forças e vá viver plenamente. Nem sempre é fácil, mas compensa".

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