Gloria Groove lança "Bonekinha", single que marca o início de uma nova Era

Retornando ao pop, o som é o carro-chefe no álbum "Lady Leste"

Música chega a todas as plataformas digitais nesta quinta (17), às 21h.
Música chega a todas as plataformas digitais nesta quinta (17), às 21h. - Rodolfo Magalhães/Divulgação

por Caroline Ferreira
Publicado em 17/06/2021 às 18:08
Atualizado às 18:08

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Celebrando o mês do Orgulho LGBTQIA+, Gloria Groove lança o single "Bonekinha" nesta quinta-feira (17), às 21h, em todas plataformas digitais. Carro-chefe do próximo álbum, Lady Leste, a música marca o início de uma nova Era e é o primeiro material inédito da artista desde o sucesso com o EP Affair, de 2020.

Retornando ao pop, o som mescla mandelão e rock'n roll para contar uma história. "Meu último trabalho foi super focado no gênero R&B, toda sonoridade era voltada para isso, sabe? Vai ficar para sempre marcado pelo amor! Mas eu estava com saudade de fazer o pop. Bonekinha traz a sensação de introdução, tem cara de primeiro single e é uma música com muita identidade", explicou em entrevista coletiva nesta quinta. 

O clipe que chega na sexta-feira (18) é completo de referências da adolescência da cantora e conta com quarto pintado de rosa, objetos comuns nos anos 90 e 00's, fitas K-7, disquetes, CDs antigos e um rádio. Sobre o processo criativo, Gloria explica que tudo aconteceu de forma bem natural, já que a junta todas as referências há tempos. 

"Além de ser a porta de entrada para Lady Leste, Bonekiquinha ainda consegue ser a reafirmação da identidade feminina. É um grito de irreverência, de mostrar que existe muito poder no universo feminino. Não é a toa que a arte drag vem mudando a minha vida. É uma boneca maloqueira e sagaz", pontua. 

O single ainda conta com a participação do rap de Mirella, uma menina de 12 anos que canta "a bonequinha não sabe brincar", verso marcante na produção. "A gente sabia que queria ter uma voz infantil e pensando em quem seria essa criança, meu sócio cantou a bola da Mirella. Tinha que ser ela! Tirou de letra e pegou muito rápido", explicou.

Lady Leste 

Fruto da imaginação da artista, o álbum Lady Leste - ainda sem confirmação de data de lançamento - é a chance de Gloria contar um pouco mais sobre a própria história. "Era necessário que eu criasse um mundo de fantasias, sim. Hoje sinto a necessidade de fazer o caminho contrário. Eu tenho muitas coisas sobre mim a serem contadas em primeira pessoa. Mais do que pop, do divertido. É um jeito que estou encontrando de trazer as pessoas para perto. Eu falo do meu coração, da minha família, das minhas raízes. O que sou eu! É algo cinematográfico e grandioso", confessa.

Gloria
Bonekinha é o carro chefe do novo álbum da artista. Crédito: Rodolfo Magalhães/Divulgação

Nascida e criada na vila Formosa, Zona Leste de São Paulo, a nova produção está completamente relacionada aquilo que diz respeito à regionalidade. O funk, o rap, o pop. "Tudo se converge no Lady Leste. Tudo o que eu gostava de ouvir na escola. Traz esse clima nostálgico da adolescência de quem viveu os anos 2000. Sensação retrô", comenta. 

"É uma forma de fazer uma homenagem a todas as mulheres do lado leste, sabe? Minha mãe, as mulheres da minha família, as da minha equipe, aquelas que trabalham comigo e são minhas inspirações diretas. É uma carta de amor para todas da 'Radial pra lá'", comenta e reafirma acreditar em um futuro onde as pessoas tenham ainda mais brilho nesses lugares.

Gloria também pontua que apesar da regionalidade não fator determinante, se faz muito  importante. "Busco fazer algo muito São Paulo. Fazer música é brincar de fazer styling. Se não for na sonoridade, eu trago no jogo de palavras, na poesia. Eu inventei Lady Leste para me salvar. Eu quero me visualizar de uma forma maior. A Lady Leste é o resultado de uma esperança", contou.

Gloria
Single traz diversas referências da adolescência de Gloria. Crédito: Rodolfo Magalhães/Divulgação

Orgulho LGBTQIA+

Gloria também aproveitou o momento para comentar a importância da visibilidade não apenas no mês de junho. "Sobre o fenômeno das drags com visibilidade, não há problema. O problema é ser representado apenas no setor do marketing. Não pode ser um produto. Precisa estar presente em todos os setores. Eu sei muito bem sobre as dificuldades em contratação de pessoas LGBTQIA+. Precisamos de pessoas que nos coloquem em todos espaços", afirmou.

"Eu acho que o meu eu, de 14, 15 anos, que vivia em lan house, rolezeira (risos), e na porta do shopping ouvindo Born This Way, teria muito orgulho de mim hoje", finaliza. 

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