Publicitário Duda Mendonça morre aos 77 anos; relembre a sua trajetória

Conhecido por ser um dos principais marqueteiros do país, ele trabalhou com Lula, Paulo Maluf e Ciro Gomes

Duda estava internado no Hospital Sírio Libanês, onde tratava um câncer cerebral.
Duda estava internado no Hospital Sírio Libanês, onde tratava um câncer cerebral. - Instagram: @tadeuriosoficial

por Caroline Ferreira
Publicado em 16/08/2021 às 09:50
Atualizado às 09:50

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Internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, para tratamento de um câncer no cérebero, o publicitário Duda Mendonça morreu nesta segunda-feira (16), aos 77 anos. A informação foi confirmada à CNN por um enteado do profissional.  

Em junho, ele foi diagnosticado com a Covid-19 e, devido às complicações da doença, chegou a ser intubado. O corpo será cremado e os detalhes sobre o local estão sendo decididos pelos familiares. 

Duda Mendonça
Crédito: Instagram/@klebercarrilho

Nascido em 10 de agosto de 1944, em Salvador, José Eduardo Cavalcanti de Mendonça ficou conhecido por ser um dos principais marqueteiros políticos do Brasil. Entre seus trabalhos de destaque estão: Paulo Maluf, Miguel Arraes, Ciro Gomes e Paulo Skaf. Já em 2002, foi responsável pela campanha de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência, com o slogan "Lulinha, Paz e Amor".

De acordo com as informações da CNN, em depoimento à CPI dos Correios, em 2005, Mendonça recebeu R$ 10,5 milhões pela campanha à eleição de Lula via caixa 2 e chegou a virar réu no processo do Mensalão, mas foi absolvido em 2012 pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Quatro anos mais tarde, em 2016, seu nome esteve envolvido na Operação Lava Jato, sob a suspeita de ter recebido R$ 10 milhões para o grupo político do ex-presidente Michel Temer, delatado por executivos da Odebrecht. Já em 2017, Duda assinou um acordo de delação premiada com a Polícia Federal. Casado com Aline Mendonça, ele deixa quatro filhos. 

Trajetória profissional 

Sua história teve início ainda em 1975, quando ele criou a agência DM9 Propaganda e se tornou sócio dos também publicitários Domingos Logullo e Nizan Guanaes, anos mais tarde. 

Em 1990, a DM9 Bahia e DM9 São Paulo se separaram, sendo pontapé para que ele se preparasse para a campanha de Maluf que venceria a eleição paulistana de 1992.

Já a campanha presidencial de Lula foi responsável por sua projeção nacional. Após três derrotas seguidas para a presidência, Lula o contratou com marqueteiro e levou a melhor.

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