TV Globo e Drauzio Varella são condenados a indenizar pai de vítima após entrevista

A reportagem sobre a vida das detentas trans exibida em 2020, contou com a participação de Suzy Oliveira e gerou indignação em parte do público

Reportagem do "Fantástico" sobre a vida das mulheres trans em presídios brasileiros foi exibida em 2020.
Reportagem do "Fantástico" sobre a vida das mulheres trans em presídios brasileiros foi exibida em 2020. - TV Globo/Reprodução

por Redação/FC
Publicado em 23/06/2021 às 14:39
Atualizado às 14:39

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Em março 2020, o "Fantástico" exibiu uma reportagem sobre a vida das mulheres trans em presídios brasileiros que, de imeditado colocou o país em estado de comoção. Conduzida pelo médico Drauzio Varella, a detenta Suzy Oliveira falou sobre a dura rotina, solidão e revelou não receber visitas há oitos anos. 

Drauzio e Susy
Reportagem foi exibida em março de 2020. Crédito: TV Globo/Reprodução

No entanto, pouco tempo depois, a entrevista causou revolta, quando veio à tona que Suzy era condenada pelo homicídio de uma criança de apenas nove anos. Em vídeo, Druazio disse desconhecia o crime cometido.

"Não há o que falar. É um crime que choca todos nós", afirmou e se desculpou com a família. "Posso imaginar a dor e peço desculpas para a família do menino que foi involuntariamente envolvida no caso". 

Agora, um ano após a reportagem ir ao ar, tanto o médico quanto a emissora foram condenados a pagar uma indenização ao pai da vítima, no valor de R$ 150 mil. 

Com informações do UOL, a decisão, assinada pela juíza Regina de Oliveira Marques, do Tribunal de Justiça de São Paulo, aponta que o pai da criança "sofreu novo abalo psicológico ao reviver os fatos", quando a imprensa o procurou para falar sobre o ocorrido.

“Por todo o exposto, julgo parcialmente procedente o pedido inicial para condenar solidariamente os requeridos ao pagamento ao autor de indenização por danos morais no importe de R$ 150.000,00 devidamente corrigido e acrescido de juros de 1% ao mês, ambos desde a data da sentença até o efetivo pagamento”, diz.

Vale dizer que apesar da TV Globo não se manifestar sobre casos em julgamento, ainda cabe recurso para o caso.