Juliette comenta diagnóstico de aneurisma e sofrimento

"Eu tinha certeza de que minha missão tinha sido cumprida, que o propósito era esse", contou a campeã do BBB21 em entrevista ao "Conversa com Bial"

Juliette descobriu um aneurisma cerebral em agosto do ano passado.
Juliette descobriu um aneurisma cerebral em agosto do ano passado. - Crédito: Instagram/@conversacombial

por Caroline Ferreira
Publicado em 09/03/2022 às 17:30
Atualizado às 17:30

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Quem acompanha Juliette, sabe bem que durante o lançamento do tão sonhado EP, a campeã do BBB21 só queria aproveitar o momento e aproveitar as alegrias do lançamento, né? No entanto, foi preciso dividir as emoções após a descoberta da suspeita de um aneurisma cerebral. Na época em que a notícia foi divulgada, a sister também acompanhava a mãe em uma cirurgia. 

"Quando cheguei lá, eu já tinha feito outros exames no cérebro e não tinha dado nada, mas a doutora disse: 'Vamos fazer um check-up. E eu falei não. No fundo, tinha medo de fazer de novo porque tinha a sensação de que podia ser. Aí minha mãe fez a cirurgia, ficou super bem e quando ela saiu do quarto eu fui fazer meus exames. Passei uma hora dentro daquela máquina, recebendo contraste na veia, e na minha cabeça: 'Sei que chegou a hora e vou saber que tenho um aneurisma, era uma certeza no meu coração que não sabia de onde vinha. Quando saio, a médica já tinha reunido uma equipe de neurologistas", contou em entrevista ao "Conversa com Bial" nesta terça-feira, 9.

Ainda segundo Juliette, a equipe explicou que o aneurisma era "exatamente no mesmo lugar" que a irmã tinha. Aliás, para quem não se recorda, a paraibana perdeu a irmã em decorrência de AVC, causado por um aneurisma cerebral. 

"Eu tinha certeza de que minha missão tinha sido cumprida, que o propósito era esse. Foi em agosto. Quando lancei meu EP, todo mundo festejando e eu engolindo a dor de saber que tinha o mesmo problema que minha mãe e minha irmã. As pessoas me pediam sorriso, foto, alegria, pediam que eu mostrasse minha vida, tudo... E eu não tinha nada. Só medo e aceitação. E ficava pensando que ninguém imagina o que o outro passa. Enquanto as pessoas estavam pensando no futuro, eu nem sabia se ia ter. E passei três meses sem querer saber disso, fingindo que nem tinha acontecido, que eu estava bem e que não tinha aneurisma", afirmou.

A morte de Marília Mendonça como um sinal de alerta 

Diante da tristeza, Juliette acabou recusando o tratamento. No entanto, a morte de Marília Mendonça trouxe um alerta para que ela, de uma vez por todas, buscasse por ajuda. 

"Não queria tratar, não queria operar, fazer nada. Queria que Deus cumprisse a missão... Aí eu estava na cama com meus amigos, e eles falando: 'Vai fazer, Juliette'. Senti algo muito forte. A gente olhou o celular e foi no dia que a Marília Mendonça morreu. Aí todo mundo ficou chorando e disse assim: 'Vamos fazer isso'. É muito ruim perder alguém assim. Liguei para o médico. Chegando em são Paulo, o médico falou: 'A gente não tem dúvida, é um aneurisma. A gente só quer saber o meio para tratá-lo. Vai fazer o cateterismo, vê a dimensão. Coloca a prótese ou fecha, e faz a cirurgia aberta ou não faz nada se for inoperável".

Por fim, a ex-sister lembra de ter escondido o diagnóstico da mãe e se despedir de todos. "Aí, me despedi! Tomei anestesia geral, fui para a mesa de cirurgia já com a certeza de que se terminasse ali estava tudo bem. Fiz minha parte, enfim..."

"Aí acordo e o médico diz: 'Não tinha aneurisma. Todos tinham certeza, eu já estava escolhendo o tamanho da sua prótese’. É uma formação atípica, que raríssimas pessoas têm. Ele acredita que foi um caso em um milhão. Eu acredito que foi um milagre, porque minha vida é isso. Vivo de milagres. Estou aqui", encerrou.

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