Equipe médica afirma que Paulo Gustavo não tinha comorbidade que agravasse a doença

Ator morreu na última terça-feira (4) após complicações da Covid-19

Missa de sétimo dia do ator acontece nesta terça-feira (11), aos pés do Cristo Redentor.
Missa de sétimo dia do ator acontece nesta terça-feira (11), aos pés do Cristo Redentor. - Instagram: @paulogustavo31

por Caroline Ferreira
Publicado em 10/05/2021 às 15:54
Atualizado às 15:54

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A equipe médica responsável pelo tratamento de Paulo Gustavo no Hospital Copa D'Or, no Rio de Janeiro, afirmou, em entrevista ao Fantástico, que o ator não tinha qualquer comorbidade que agravasse o seu quadro clínico de Covid-19.

Paulo Gustavo
Ator morreu na última terça-feira (4). Crédito: Instagram/@paulogustavo31

No dia 13 de março, ele deu entrada em um hospital e fez tomografia, registrando menos de 10% do pulmão comprometido. O diagnóstico do Coronavírus foi se agravando, até que ele precisou ser encaminhado para a UTI e, na sequência, intubação, recebendo ainda o auxílio de um pulmão artificial para respirar. 

Questionado pelo repórter Murilo Salviano sobre Paulo fazer parte do grupo de risco, Fabio Miranda, chefe da terapia intensiva, negou. Segundo a equipe, a asma do artista estava há muitos anos controlada, era leve e não interferiu no tratamento. 

Ainda na entrevista, os médicos detalharam o tratamento e a luta diária do ator contra as complicações. Paulo Gustavo morreu na terça-feira (4) e, no final de semana anterior, estava 'relativamente bem'. A sedação foi diminuída e ele também interagiu com os amigos e familiares, aumentando a expectativa e confiança na recuperação. "Talvez tenha sido o melhor dia dele durante a internação", explicou o pneumologista Rafael Pottes. 

No entanto, o quadro mudou rapidamente no domingo. "Foi como se tivesse desligado um interruptor. Ele ficou pálido, a pressão arterial caiu, e ele parou de interagir. Isso aconteceu umas quatro vezes durante a tarde", contou Fabio. 

A ocorrência se deu devido a uma fístula entre alvéolos do pulmão e a veia pulmonar, que permitia a entrada de ar na corrente sanguínea, levando a embolia gasosa. "O coração e o cérebro foram órgãos imediatamente afetados por essa quantidade de ar. Não havia como corrigir", completou. Nesse momento, foi quando o hospitou emitiu a nota oficial de que o quadro era irreversível. 

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