Fabiula Nascimento desabafa sobre violência doméstica na infância

Em entrevista ao podcast "Calcinha Larga", a atriz contou que não convive com o pai; entenda!

Essa foi a primeira vez que a atriz falou sobre o assunto.
Essa foi a primeira vez que a atriz falou sobre o assunto. - Instagram: @fabiulaa

por Caroline Ferreira
Publicado em 15/09/2021 às 16:30
Atualizado às 16:30

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A atriz Fabiula Nascimento abriu o coração para falar sobre a história de volência doméstica que sofreu com o seu pai, durante a infância. Os detalhes foram revelados durante o podcast Calcinha Larga, comandado por Camila Fremder, Helen Ramos e Tati Bernardi. 

Grávida de gêmeos, a artista iniciou dizendo que não deseja nenhum tipo de violência contra o pai por conta da situação, afirmando que as agressões já prescreveram. 

"São anos trabalhando o perdão e desejando as melhores coisas para esse homem, para que ele siga e esteja bem. Sempre foi o meu trabalho espiritual na vida. Não faço uma terapia convencional, sou da terapia holística, há pelo menos uns 8 anos. Venho trabalhando isso. Hoje, tenho ele num lugar do meu coração super cuidadinho, sabe? Abracei aquela criança, porque ele também já foi criança, né? Ele também passou dificuldades. E a gente segue. Mas eu não convivo e não tenho nenhuma intenção de conviver", contou.

De acordo com a atriz, muitas pessoas pedem a sua opinião sobre o assunto delicado. "Quando alguém diz que eu devia contar a minha história de violência doméstica, penso que hoje não vai fazer sentido eu falar. Posso falar dessa experiência,mas não precisar dar nome a este homem. Tem um tempo também. De repende, daqui a 30 anos eu queria falar sobre isso, queira fazer uma peça de tratro que conte alguma coisa relacionada. Mas eu sempre sinto que essa história ficou para lá. Meu passado não me pertence, eu vivo hoje", explicou.

O assunto foi iniciado pois, durante essa temporada, o podcast aborda família como tema principal. Após Tati dizer que não encontrou muito material sobre Fabiula, ela ainda falou sobre a admiração por Marinha Peixer, sua mãe, que mora em Curitiba. 

"Minha mãe é uma pessoa que teve pouquíssimas oportunidades na vida. Ela sofreu muito, no relacionamento, na vida e em casa. Não foi uma vida fácil. O melhor ensinamento que ela me deu foi ter felicidade por estar viva e não ser a mulher que ela foi. Submissa, engolia a violência. Eu olha aqui e pensava que não queria ser aquela mulher. Isso foi o maior ensaimento que a minha mãe me deu. Ela me preparou para uma vida em que eu nunca passasse por isso. Para que eu imediatamente identificar pessoas violentas e não deixar que elas cruzassem o meu caminho. Ela me deu a vida. É o meu amor", finalizou. 

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