Aos 96 anos, Nelson Sargento morre vítima da Covid-19

O sambista carioca foi internado na última sexta (21) quando recebeu o diagnóstico

Carioquíssimo, Nelson Sargento nasceu em 25 de julho de 1924, na Praça 15, região central do Rio.
Carioquíssimo, Nelson Sargento nasceu em 25 de julho de 1924, na Praça 15, região central do Rio. - Instagram: @nelsonsargento.oficial/Kenji Honda

por Caroline Ferreira
Publicado em 27/05/2021 às 11:32
Atualizado às 11:32

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O sambista Nelson Sargento morreu nesta quinta-feira (27), aos 96 anos, em decorrência da Covid-19. Diagnosticado com o Coronavírus na última sexta-feira (21), ele foi internado no Instituto Nacional do Câncer (INCA), onde já havia passado por um tratamento de próstata anos atrás. 

Nelson Sargento
Baluarte do samba morreu nesta quinta-feira (27), vítima da Covid-19. Crédito: Instagram/@nelsonsargento.oficil/Kenji Honda

No dia 26 de fevereiro, o Presidente de Honra da Estação Primeira de Mangueira recebeu a segunda dose da vacina contra a Covid-19 em casa. Uma de suas últimas aparições em público aconteceu em 12 fevereiro, quando participou de um ato simbólico em defesa do carnaval, no Museu do Samba.

A carreira do baluarte 

Nelson Mattos nasceu em 25 de julho de 1924, na Praça 15, região central do Rio de Janeiro, e após uma rápida passagem pelo Exército, ganhou o apelido de 'Sargento'. Durante a sua adolescência, despontou na música e, aos 31 anos, compôs o seu primeiro trabalho de sucesso. 

Em 1955, ao lado de Alfredo Português, escreveu "Primavera", samba-enredo conhecido como "As quatro estações" - considerado um dos mais bonitos de todos os tempos. Nos anos 60, o artista integrou o grupo "A Voz do Morro". Vale lembrar que o mestre do samba ainda escreveu os livros "Prisioneiros do Mundo" e "Um certo Geraldo Pereira".

Em 2012, quando morreu o mestre-sala Delegado, Nelson Sargento se tornou o presidente de honra da Estação Primeira de Mangueira e esteve presente em quase todos os desfiles da agremiação, além de exercer sua cidadania enquanto baluarte nas eleições da escola. 

Em 2015, Sargento foi homenageado pela escola de samba Inocentes de Belford Roxo, com o enredo: "Nelson Sargento - Samba, Inocente pé no Chão". Já em 2020, quando completou os 96 anos, recebeu diversas homenagens de artistas como Alcione, Paulinho da Viola, Preta Gil, Monarco, Mar'tnália que cantaram o "Agoniza mas não morre", cada um em sua casa. 

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